quinta-feira, 9 de julho de 2009

Transporte Coletivo

Cascavel, 24 de Junho de 2009.

Desembarquei na Rodoviária pouco antes do meio dia. Estava preocupado. Antes de deixar Foz do Iguaçu, havia feito uma rápida consulta ao Google Maps e constatado que a distância entre a reitoria da UNIOESTE e a rodoviária era grande. Com o início dos trabalhos previsto para as 13h30, não tinha tempo a perder.

Procurei pelo escritório da companhia municipal de trânsito na rodoviária, tarefa não muito difícil de ser concluída. Perrguntei onde poderia embarcar em um ônibus para a UNIOESTE. "No terminal aqui ao lado", respondeu a solícita funcionária, apontando a direção. Como bom forasteiro, pedi uma tabela de horários para poder organizar meus horários. Sempre solícitia, a funcionária deu uns cliques no mouse do computador, que começou a enviar para a impressora algumas páginas com tabelas de horários. Enquanto a máquina imprimia, a jovem senhora disse, sorridente: "estou imprimindo mas acho que nem precisa, tem um a cada dez minutos".

Meio incrédulo, agradeci e peguei as folhas impressas. Surpreso, constatei que, de fato, na linha considerada a mais rápida para o terminal próximo à universidade, os ônibus saíam a cada 10 minutos, conforme pode-se confirmar clicando aqui (documento em formato PDF). Isso sem falar nas outras 2 linhas com o mesmo destino, mas com itinerário mais longo. Ah, se em Foz fosse assim...

Este não é um texto de ficção. Enquanto, para moradores e, principalmente, universitários de Foz do Iguaçu, ter ônibus partindo para um mesmo destino (e sem desvios) a cada 10 minutos parecer uma ilusão, aqui do lado, na autoproclamada "capital do Oeste", isso acontece, com ônibus melhor conservados e com a tão mal-falada catraca eletrônica dividindo espaço com cobradores. O Preço da passagem? Os mesmos R$ 2,20 que pagamos por aqui.

O que impede, então, que Foz tenha a mesma qualidade de serviços de transporte? Francamente, essa é uma pergunta cuja resposta deve ser cobrada de nossos representantes. E a oportunidade novamente se faz presente, conforme mostra o vídeo da matéria produzida pela TV Cataratas. É bom ficar de olho.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Odeio Segunda-Feira

Por Fernando R. V. Fernandes

Antes de tudo, quero esclarecer que não sou um preguiçoso incondicional (talvez um pouco situacional, mas só isso). O que não me agrada no primeiro dia útil da semana não é o início de mais uma jornada de trabalho, mas o resto da improdutividade alheia.

Explico: sempre que o trabalho não exige meus fins de tarde e/ou início de noite, gosto de fazer uma caminhada pela cidade, correndo alguns trechos do percurso. Já me queixei algumas vezes, na coluna do colega Linguaditrapo, de problemas na estrutura de algumas das principais avenidas da cidade.

Um dos episódios envolveu alguns bueiros, um dos quais permaneceu cerca de 9 meses com a tampa em cacos, e outros que têm suas tampas sistematicamente removidas quando ocorre uma chuva mais forte. Mas os motivos que me levam a escrever estas linhas não se referem à inação do poder público, mas à ação e falta de educação de alguns cidadãos.

Vejamos: chega a sexta-feira e a juventude sai para a “balada”. Fim de semana adentro o que se vê e ouve são carros rasgando o silêncio da noite, seja com o rugido dos motores ou com as batidas de algum ritmo tocado no último volume. O que não entendo mesmo são os motivos que levam estas pessoas a divertirem-se atirando garrafas long neck pelas janelas dos carros, enchendo as ruas com seus cacos.

No quadrilátero formado pelas avenidas Paraná, Duque de Caxias (ou Venezuela, ou Rosa Cirilo de Castro, seja qual for o nome desta singularidade vial iguaçuense) e República Argentina, o que mais se vê nas segundas-feiras são restos de garrafas espatifados pelas calçadas e pelo asfalto.

Não é raro, também, deparar-se com alguém arrancando aquele incômodo “caquinho” da sola do tênis, ou deixando a calçada para correr pelo asfalto nos trechos em que é impossível manter-se na calçada. Vez ou outra, lá está um automóvel com o pneu furado. O motivo? Acho que não preciso dizer.

Os pontos de referência onde encontrar tais armadilhas são bem conhecidos: as proximidades das boates, bares, pizzarias, lanchonetes e, acreditem, postos de gasolina.

Uma vez, em meus tempos de faculdade, um professor comentou que “a ignorância de um povo se mede pelo número de lombadas nas ruas”. Concordo plenamente. E acrescento: para medir a necessidade de auto-afirmação de uma juventude sem perspectiva, basta olhar para as garrafas espatifadas no chão da cidade em uma segunda-feira (e contar os adolescentes sonolentos nas carteiras escolares pela manhã).

E, para fazer justiça ao primeiro dia útil da semana, é preciso dizer que existem coisas que só não acontecem na segunda-feira, como a cena retratada na foto ao lado (clique para ampliar), fotografada em frente a uma das mais novas pizzarias da Av. República Argentina. Não há como um pedestre andar pela calçada nos dias em que o estabelecimento funciona. Claro, este é só um dos exemplos: a cena se repete em diversos pontos da mencionada avenida (e de outras também). Não precisa andar muito para ver.

Para não perder o costume, segue uma música para refletir.



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Negociando Com Sequestradores

Por Fernando R. V. Fernandes

Imagens falam mais do que palavras, portanto, não pretendo tornar esta postagem uma extensa discussão. Recebi as imagens abaixo de um colega, por e-mail, em formato "Power Point". Raramente abro este tipo de arquivo, deletando-os assim que chegam, mas o título deste me chamou a atenção: "Diálogo com Seqüestrador na China".

Como, no meu conceito, os chineses não tornaram-se a potência que hoje são por acaso, resolvi dar uma olhada, e valeu a pena. Um bom exemplo para refletir.

Clique nas setas para navegar entre as imagens.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Bush à Moda Venezuelana

Por Fernando R. V. Fernandes

É incrível como as pessoas mudam rapidamente de opinião quando é “o seu” que está na reta. O que antes era abominado passa a ser a melhor opção, justa e necessária para o bem de todos. Claro, até que “os outros” pensem em fazer o mesmo.

A crise hipotecária nos Estados Unidos levou o Governo Bush a tomar uma atitude antes atribuída aos “totalitaristas sul-americanos”: apossar-se de empresas privadas para “salvar o país” do risco iminente. Apesar de todo o floreio com que a notícia foi dada, na prática, o que Bush fez com a Fannie Mae e a Freddie Mac foi apossar-se das empresas sem o menor pudor.

Vejamos os dados: Bush anunciou que assumirá imediatamente US$ 1 bilhão em ações de cada uma das empresas. Esse valor pode subir a um teto de US$ 100 bilhões caso seja necessário. Uma atitude nobre? Nem tanto, quando se considera que, de agora em diante, a empresa tem a obrigação de pagar em primeiro lugar ao Governo, para depois devolver o dinheiro aos seus acionistas preferenciais e comuns.

Trocando em miúdos, na hipótese de que as empresas em questão venham a quebrar, o governo fica com o filé, enquanto as pessoas que investiram na sua criação e aquelas que apostaram nas companhias durante sua trajetória têm de dividir “a carcaça” que sobrar.

Ora, quando o venezuelano Hugo Chávez decidiu recuperar o petróleo de seu país, não foram os americanos os primeiros a espernear? Claro, o método usado por Chávez foi diferente do usado por Bush mas, em essência, ambos resultam na mesma situação: empresas antes privadas passando a serem controladas pelo Estado.

Quando Evo Morales, da Bolívia, nacionalizou o gás, foi a vez dos brasileiros chorarem porque perderam a “chupeta”. Nos casos sul-americanos, a atitude dos respectivos governos foi vista como uma manobra populista de governos de esquerda. No caso americano, salvo alguma exceções, fala-se em uma tentativa de salvar a maior economia mundial?

Antes de prosseguir, quero deixar algo claro: este texto não é uma defesa de Chávez ou Morales. É uma constatação de que discursos e ações mudam de acordo com a conveniência. “Pimenta no dos outros é refresco”, “mas se tentar vir pro meu lado, eu arrebento!”.

A questão é que, diferente do que pregam os livros didáticos, o colonialismo/imperialismo não morreu com a independência das ex-colônias africanas e sul-americanas. O que acontece é que hoje os impérios não são estatais, são privados, e não dominam países inteiros, somente o que eles têm de melhor, como seu petróleo, gás, água ou energia. Estes impérios modernos, claro, são guiados pela famosa “mão invisível” que promete um mercado para todos, mas presenteia a poucos.

Ultimamente tem crescido a consciência dos países ditos “em desenvolvimento” de que os ganhos obtidos por suas riquezas naturais são seus, e de ninguém mais. Aliás, esta é uma das idéias de Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, que prega também que, quando o dono do recurso natural não dispõe dos recursos financeiros para desfrutar dos ganhos potenciais que a natureza lhe oferece, deve pagar um valor justo (no sentido literal da palavra) para aqueles que possam auxiliá-lo a extrair da natureza seu potencial, sempre de forma “sustentável”.

O que acontece hoje no mundo é que as “colônias” estão tomando consciência de sua situação e, se não dispõem da força necessária para emanciparem-se, estão dispostos a reuni-la ou a enfraquecer os “impérios”. E a maioria delas não se importa de ter uma imagem negativa diante da “nobreza” se isso resultar na liberdade que desejam. O medo deixa de funcionar como repressor quando não se tem mais nada a perder.

Em Tempo: Não fazia parte da intenção original deste texto voltar a tocar no tema Itaipu, mas ao ler o noticiário paraguaio de hoje me deparei com a notícia de que os industriais paulistas criticaram a forma como o governo Lula tem atuado frente às reivindicações paraguaias sobre a binacional. “O Brasil é um país com interesses concretos, não uma fundação filantrópica”, dizem “os mano”.

Pois bem, alguém deve lembrá-los que o Paraguai, tampouco, é uma fundação filantrópica, para financiar os grandes lucros da indústria brasileira às custas de sua soberania. Enquanto a indústria brasileira não enfrentar dificuldades em conseguir insumos baratos (mão-de-obra, matéria-prima, energia, etc.), não vai se esforçar em investir em áreas que realmente diferenciam uma empresa atualmente: tecnologia, processos e, principalmente, pessoas.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Itaipu e os Jogos Olímpicos

Por Fernando R. V. Fernandes

Depois de frenéticos dias de competição, a edição 2008 dos Jogos Olímpicos encerraram-se com uma festa invejável. Mais que sua expressão como evento máximo do esporte mundial, esta edição dos jogos reviveu os velhos tempos da guerra fria, e foi marcada pela feroz disputa (política) entre China e Estados Unidos.

Diferente do que a maioria de nós pode pensar, no entanto, a batalha olímpica ainda não se encerrou. Só por curiosidade, decidi conferir o que os ianques andam dizendo sobre seu desempenho nos jogos. Para tanto, dei uma olhada no site de um dos maiores jornais estadunidenses, o New York Times e, como esperado, deparei-me com um quadro de medalhas ordenado pelo total geral, com os Estados Unidos na liderança.

Tradicionalmente, o ranking de medalhas olímpicas é estabelecido com base nas medalhas de ouro, como o leitor poderá conferir em uma rápida pesquisa no onisciente google, em qualquer língua que não seja o inglês. Com este critério, a supremacia chinesa é indiscutível.

Mas, como disse antes, há uma questão política atrás dos dados publicados. Os estadunidenses acostumaram-se a ver-se como os melhores do mundo. “O segundo lugar fede”, expressão utilizada por um dos “atletas” do filme “Falcão, Punhos de Aço”, representa muito bem a mentalidade do povo em questão e, ao perceber de que precisavam de um banho, preferem disfarçar por um perfume.

Curiosamente, situação semelhante protagonizam atualmente Brasil e Paraguai quando o tema são os valores pagos pelo Brasil à energia paraguaia produzida em Itaipu. Enquanto alguns meios de imprensa e figuras políticas brasileiras chegam a incluir no valor pagamento pela energia citada valores como os royalties (que ambos os países recebem), no lado paraguaio o movimento é no sentido contrário.

Imprensa e políticos paraguaios trabalham batem o pé em questões mais técnicas, citando dados oficiais (inclusive brasileiros) para provar que, dos “impressionantes” US$ 45,00 pagos pelo Brasil pelo megawatt/hora (Mwh) da energia paraguaia em questão, cerca de 94% são o custo. Assim bem ilustrou o ABC Color, que por meio de uma conta simples de divisão chegou ao valor de US$ 2,67 sobre o custo do Mwh.

A informação é uma arma poderosa, seja em uma guerra esportiva, política, econômica, histórica, ou no sentido mais tradicional da palavra. Sun Tzu já o dizia e, os mais diversos conflitos mundiais não se esqueceram. Para nós, que estamos no meio do fogo cruzado, o melhor é olhar atentamente ao redor, para evitar uma “bala perdida”.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Muito Esforço “Pra Doha Nenhuma”

Por Fernando R. V. Fernandes

Rodada de Doha não deu em Doha nenhuma”. Este foi o trocadilho utilizado pelo programa “Casseta&Planeta”, da RGT, para definir o desfecho das negociações pela liberalização do comércio mundial. Como muitos meios de imprensa destacaram, porém, “Doha nenhuma” é uma forma bastante otimista de ver o fiasco da diplomacia brasileira.

A imagem do chanceler Celso Amorim (foto), com cara de “onde foi que eu errei”, dá uma boa idéia do estrago. Quem já atirou milho às galinhas deve conhecer bem a cena: você joga o milho de um lado, e as galinhas correm apressadas para pegar sua parte. Joga o milho do outro lado, e lá se vão as penosas de novo. A postura brasileira foi parecida, correndo na direção que indicava o “Plim! Plim!” (desta vez, das moedas).

Ao aceitar, nos instantes finais da negociação, a proposta dos países desenvolvidos, o Brasil deu as costas para seus aliados do Mercosul. Na Argentina, fala-se em traição. Especialistas prevêem “tensão” no Mercosul por conta da atitude “vira casaca” brasileira.

Ao menos isso serviu para que Argentina, Paraguai e Uruguai saibam com quem estão lidando: o país da Lei de Gérson (“o importante é levar vantagem em tudo”), que sempre utilizou o Mercosul para manter seus “aliados” na coleira. Mas, desta vez, ninguém saiu ganhando. Agora, vai ser interessante ver como a coisa vai evoluir.

Na Argentina, agricultores e Governo não estão “se bicando”. A atitude brasileira pode dar o argumento que Cristina Kirchner precisava para mitigar, ao menos em parte, o fiasco que foi sua tentativa de impôr as taxas flutuantes às exportações, apresentando uma trégua frente a um “inimigo” comum.

Chile e Uruguai já ofereceram seus portos para o uso Paraguaio. Uma oferta vantajosa, diga-se de passagem, uma vez que as sobretaxas que sofrem os produtos paraguaios ao passar por território brasileiro praticamente eliminam sua competitividade. O Chile mostra-se bastante atrativo, principalmente pelo fato de não ser necessário atravessar território brasileiro ou argentino para chegar lá.

E como o Brasil vai se virar daqui pra frente? Mais uma música para refletir: Aluga-se (Titãs).


terça-feira, 22 de julho de 2008

Uma Esmola Binacional

Por Fernando R. V. Fernandes


“Recordar é viver”, diz a sabedoria popular. Aproveitando a frase, transcrevo parte de um texto publicado no SopaBrasiguaia.com, no dia 07 de Março deste ano:

É curioso perceber que, conforme aumenta o clamor pela renegociação do Tratado por parte dos paraguaios, do lado de cá, Itaipu tem feito um esforço considerável para criar uma boa imagem. O destaque que a hidrelétrica tem conseguido na mídia, com eventos esportivos como as competições de canoagem, regatas e, mais recentemente, vôlei de “praia”, ilustram bem esse fato. Outra questão que pode ser citada como parte deste esforço é o anúncio recente de que parte do superávit (lucro) da entidade pode vir a ser convertido em bônus para os consumidores da energia de Itaipu.

Uma coisa é quase certa: se a oposição chegar ao poder no Paraguai, os brasileiros verão na mídia, mais do que nunca, o nome “Itaipu” associado a natureza, prosperidade e bem-estar, no melhor estilo das velhas propagandas do cigarro 'Marlboro'”.

Pois bem, o rateio de que fala o texto acima agora é oficial, conforme pode-se ver na página 07 da Nota Técnica nº 149/2008-SRE/ANEEL. Neste documento, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estabelece que os consumidores da energia de Itaipu que utilizam uma média de 350 Kilowatt/hora/mês receberão um bônus em sua conta de energia. O Bônus em questão é de R$ 0,0005 por Kw/hora, o que perfaz um total entre R$ 0,19 e R$ 2,16 ao ano por consumidor.

Para Itaipu, ao menos, foi um bom negócio. Apenas para ser breve, as matérias publicadas pela RPC, pelo Maracajú News e pelo Brasil Portais dão uma mostra da mídia espontânea que a medida acabou por gerar para a binacional (sem falar no próprio SopaBrasiguaia.com, afinal de contas, são ossos do ofício).

Diante disso, algumas questões não me saem da cabeça: com a dívida de Itaipu crescendo ano após ano, o mais lógico não seria poupar o referido montante, ainda que ínfimo diante da dívida da binacional, para quitar as pendências? Afinal, o Anexo C do Tratado de Itaipu estabelece que “a receita anual, derivada dos contratos de prestação dos serviços de eletricidade, deverá ser igual, a cada ano, ao custo do serviço estabelecido neste anexo”, ou seja, o lucro/superávit deve ser zero.

Outra questão: se é preciso distribuir o superávit, ao invés de “espalhar migalhas” pelo Brasil, não seria melhor oferecer “pequenos pães” a determinados setores necessitados? Afinal de contas, R$ 2,19 por ano não mudarão a vida de ninguém, mas pagar um salário mais digno aos empregados terceirizados, por exemplo, que diariamente servem aos funcionários de Itaipu poderia fazer uma diferença considerável para algumas dezenas de famílias. Ora, os funcionários de Itaipu recebem, anualmente, sua participação nos resultados da empresa, porque não permitir àqueles que todo ano “presenciam a festa pela janela” participar também, com um salário ou um “abono” melhor? E, diante das barreiras burocráticas, há sempre a possibilidade de ajudar uma instituição de caridade, investir em educação e na mitigação de impactos sociais decorrentes da própria construção da usina.

Uma música para refletir: Até quando esperar? (Plebe Rude)


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