Depois de frenéticos dias de competição, a edição 2008 dos Jogos Olímpicos encerraram-se com uma festa invejável. Mais que sua expressão como evento máximo do esporte mundial, esta edição dos jogos reviveu os velhos tempos da guerra fria, e foi marcada pela feroz disputa (política) entre China e Estados Unidos.
Diferente do que a maioria de nós pode pensar, no entanto, a batalha olímpica ainda não se encerrou. Só por curiosidade, decidi conferir o que os ianques andam dizendo sobre seu desempenho nos jogos. Para tanto, dei uma olhada no site de um dos maiores jornais estadunidenses, o New York Times e, como esperado, deparei-me com um quadro de medalhas ordenado pelo total geral, com os Estados Unidos na liderança.
Tradicionalmente, o ranking de medalhas olímpicas é estabelecido com base nas medalhas de ouro, como o leitor poderá conferir em uma rápida pesquisa no onisciente google, em qualquer língua que não seja o inglês. Com este critério, a supremacia chinesa é indiscutível.
Mas, como disse antes, há uma questão política atrás dos dados publicados. Os estadunidenses acostumaram-se a ver-se como os melhores do mundo. “O segundo lugar fede”, expressão utilizada por um dos “atletas” do filme “Falcão, Punhos de Aço”, representa muito bem a mentalidade do povo em questão e, ao perceber de que precisavam de um banho, preferem disfarçar por um perfume.
Curiosamente, situação semelhante protagonizam atualmente Brasil e Paraguai quando o tema são os valores pagos pelo Brasil à energia paraguaia produzida em Itaipu. Enquanto alguns meios de imprensa e figuras políticas brasileiras chegam a incluir no valor pagamento pela energia citada valores como os royalties (que ambos os países recebem), no lado paraguaio o movimento é no sentido contrário.
Imprensa e políticos paraguaios trabalham batem o pé em questões mais técnicas, citando dados oficiais (inclusive brasileiros) para provar que, dos “impressionantes” US$ 45,00 pagos pelo Brasil pelo megawatt/hora (Mwh) da energia paraguaia em questão, cerca de 94% são o custo. Assim bem ilustrou o ABC Color, que por meio de uma conta simples de divisão chegou ao valor de US$ 2,67 sobre o custo do Mwh.
A informação é uma arma poderosa, seja em uma guerra esportiva, política, econômica, histórica, ou no sentido mais tradicional da palavra. Sun Tzu já o dizia e, os mais diversos conflitos mundiais não se esqueceram. Para nós, que estamos no meio do fogo cruzado, o melhor é olhar atentamente ao redor, para evitar uma “bala perdida”.
